EM cartaz

 

EXISTÊNCIAS OCULTAS
políticas de legitimação na Pinacoteca Ruben Berta

 

visitação até 29 jul 2022, seg a sex, das 9h às 12h e das 13h30 às 17h
Pinacoteca Ruben Berta, Rua Duque de Caxias, 973 – Centro Histórico

 

para visitar a exposição
1ª) por agendamento via e-mail acervo@portoalegre.rs.gov.br ou pelo telefone (51)
3289-8292 é possível solicitar visitas guiadas para grupos de até 20 pessoas;
2ª) sem agendamento a visitação pode ocorrer dentro dos horários estabelecidos acima,
todavia em caso de atendimento concomitante a grupos agendados talvez não seja
possível garantir o acompanhamento por mediadores.

 

A visitação é gratuita.

texto curatorial

 

 

A exposição “Existências Ocultas, políticas de legitimação na Pinacoteca Ruben Berta” comemora os 50 anos de doação da Coleção à cidade de Porto Alegre. Para marcar a data, a mostra propõe uma discussão da dimensão política das escolhas que promoveram tanto a formação da Coleção quanto a sua visibilidade ao longo das últimas três décadas. A proposta curatorial partiu de um levantamento da participação de todas as obras do acervo nas mostras realizadas no período, gerando um documento indicador das decisões que pautaram as curadorias da Coleção. Assim, trabalhos que não foram vistos ou que pouco estiveram presentes nas exposições estão em pé de igualdade com obras que se tornaram imagens representativas da Pinacoteca Ruben Berta. Com tal estratégia, propõe-se uma reflexão de como um acervo público atua na construção das narrativas da história da arte, oferecendo ao público a oportunidade de participar dos processos de legitimação das obras por meio de um recorte mais democrático ao conteúdo da Coleção.

artistas participantes da exposição

 

 

AGOSTINHO BATISTA DE FREITAS (Campinas, 1927 - São Paulo, 1997)
ALBERTO TEIXEIRA (Portugal, 1925 - Campinas, 2011)
ALLEN JONES (Inglaterra, 1937)
ALMEIDA JÚNIOR (Itu, 1850 - Piracicaba/SP, 1899)
BATISTA DA COSTA (Itaguaí/RJ, 1865 - Rio de Janeiro, 1926)
CHANINA (Polônia 1927 - Belo Horizonte, 2012)
CHANG DAI-CHIEN (China, 1899 - Taiwan, 1983)
CONCEIÇÃO PILÓ (Belo Horizonte, 1927-2011)
DI CAVALCANTI (Rio de Janeiro, 1897-1976)
DORA CERRUTI (sem dados biográficos)
FERNANDO COELHO (Salvador, 1939)
FLORIANO TEIXEIRA (Cajapió/MA, 1923 - Salvador, 2000)
GASTONE NOVELLI (Áustria, 1925 - Itália, 1968)
GENARO (Salvador, 1926-1971)
GERALDO OTACÍLIO ROCHA (sem dados biográficos)
HILDEGARDO LEÃO VELOSO ( São Paulo ,  1899  -  Rio de Janeiro ,  1966 )
ISABEL PONS (Espanha, 1912 - Rio de Janeiro, 2002)
ISMENIA COARACY (Sertãozinho/SP, 1918)
IZIDORO VASCONCELLOS (sem dados biográficos)
JATYR LOSS (Bento Gonçalves, 1919 - Porto Alegre, 1988)
JENNY GARLAND (sem dados biográficos)
JOAQUIM LOPES FIGUEIRA (São Paulo, 1904 - Ribeirão Preto, 1943)
JOSÉ DE DOME (Estância/SE, 1921 - Cabo Frio/RJ, 1982)

JORGE COSTA PINTO (Salvador, 1916-1993)
JOSÉ MARIA DE SOUZA (Valença/BA, 1935 - Salvador, 1985)
JOSÉ PERISSINOTTO (Itália, 1881 - São Paulo, 1965)
JUDITH FORTES (Porto Alegre, 1904-1964)
LASAR SEGALL (Lituânia, 1891 - São Paulo, 1957)
LUCÍDIO LEÃO (sem dados biográficos)
LUÍS NELSON GANEM (Rio de Janeiro, 1923)
MAITÉ D’ELBA (sem dados biográficos)
MARGARITA KLAPPENBACH (sem dados biográficos)
MARIA POLO (Itália, 1937 – Rio de Janeiro, 1983)
MARINA CARAM (Sorocaba, 1925 - São Paulo, 2008)
NELSON JUNGBLUTH (Taquara/RS, 1921 - Porto Alegre, 2008)
PATRICK PROCKTOR (Irlanda, 1936-2003)
PEDRO AMÉRICO (Areia/PB, 1843 - Itália, 1905)
PORTINARI (Brodowski/SP, 1903 - Rio de Janeiro, 1962)
RESCÁLA (Rio de Janeiro, 1910 - Salvador, 1986)
ROBERTO CAMPADELLO (Itália, 1942 - Resende/RJ, 2014)
RUBENS MARTINS ALBUQUERQUE (Fortaleza, 1951)
SYLVIO JAGUARIBE EKMAN (São Paulo, 1900-1978)
SÔNIA CASTRO (Salvador, 1934)
TOMIE OHTAKE (Japão, 1913 - São Paulo, 2015)
VERA ILCE (São Paulo, 1942)
WALTER LEWI (Alemanha, 1905 - São Paulo, 1995)
WESLEY DUKE LEE (São Paulo, 1931-2010)
WILDE DAMASO LACERDA (Belo Horizonte, 1929-1996)

RAIZ QUE SE ALASTRA

Árvores sagradas atravessam os tempos, reunindo as energias das memórias imateriais para proteger sob suas copas pertences valiosos que se estendem pelas terras, fincando resistência a qualquer uma das intempéries, possibilitando que os obstáculos sejam enfrentados, com as sabedorias ancestrais que são repassadas de geração em geração. Em tempos controversos, a cura e a coragem solicitam mais de nós, e seguimos recuperando nosso fôlego para vislumbrar e construir futuros em solo-sul-brasileiro onde a presença negra não seja mais silenciada e onde o mito de uma cultura estritamente eurocentrada seja desmanchado. 

 

A liberdade do povo negro tem sido conquistada com luta e suor, além das inssureições, os quilombos, o direito à educação, a ocupação de cargos de liderança, a contribuição cultural, a música, a dança, a escrita e a arte - tudo que fizermos fomenta a nossa resistência, pluralidade e potência. Seria impossível estar aqui sem os caminhos abertos e as estratégias de nossos ancestrais e intelectuais contemporâneos. Ser sujeito e protagonista da própria história é algo revolucionário. 

 

A exposição RAIZ QUE SE ALASTRA tem a honra de celebrar os mais de 87 anos de existência do artista plástico Pelópidas Thebano Ondemar Parente. Depois dos mais de 50 anos exercidos no serviço estadual como desenhista técnico, o artista dedicou-se à pintura, ganhando projeção e reconhecimento. A fusão de cores fortes e vibrantes é característica que assina suas pinturas, demonstrando o domínio pleno de Pelópidas Thebano sobre a teoria da cor. Os elementos figurativos, linhas, formas geométricas e abstracionismos guiam o olhar por cenas de enredos em diferentes perspectivas, como mosaicos, pulsando uma visão ancestral através de tons análogos e complementares. Além disso, é possível perceber que Pelópidas Thebano se vale de diferentes técnicas e materiais, como cola colorida, sobreposição de pinturas e hachuras. O continente africano é tema recorrente em suas obras, o que revela a perpetuação da sua ligação com a ancestralidade, trazendo  para a atualidade e para as futuras gerações o contato com a cultura afro, suas riquezas e seus ensinamentos.

 

Seguindo uma sequência cronológica, nos 90, na produção de Pelópidas Thebano se destacam os trabalhos em nanquim, onde os casarios antigos/coloniais são presentes em suas criações. No começo dos anos 2000, foi convidado pelo artista plástico Américo Souza para fazer parte de um grupo composto por atistas negros (Pedro Homero, Sílvia e Tânia), fato que marca na trajetória de Pelópidas Thebano a proximidade com reflexões sobre a história da África, identidade negra e a conscientização do valor e da riqueza cultural dos negros, contribuições que são perceptíveis em seus trabalhos em pintura. Em 2009, imerge nas discussões sobre religiões de matriz africana, a partir do projeto Monumenta, onde o artista integra a equipe que concebeu as obras de arte em espaços públicos de Porto Alegre, as quais compõem o Museu do Percurso do Negro, como o Tambor, o Painel Africano e o Bará do Mercado. Além disso, em sua mais recente fase de criação, demonstrou interesse pelo campo da arte e tecnologia,  elaborando obras no formato digital, a partir de softwares de edição. 

 

Valorizar e evidenciar a trajetória de Pelópidas Thebano é reconhecer sua força como griô, aquele que transmite conhecimentos sagrados, alastrando sua sabedoria como raízes que são capazes de fazer elos entre os antepassados e os que virão. Suas obras convocam e preservam o poder das histórias da diáspora africana, das origens,  das mitologias africanas, a partida forçada dos negros africanos para o Brasil, o trabalho nas lavouras, charqueadas e a inserção nos negros nas grandes cidades. 

 

É fundamental a conscientização, a revisão de privilégios e a responsabilização, para preencher as lacunas, enaltecer trajetórias e constituirmos uma nova configuração no campo das artes visuais no Brasil. Ser artista e negro é um ato político, movimento contra-hegemônico de revisar acessos e acervos de espaços, galerias e instituições de arte. Se as imagens têm poder, nada mais justo do que a pluralidade de narradores-artistas, dialogando suas poéticas e despertando olhares para seus universos. 

 

 A exposição RAIZ QUE SE ALASTRA conta com curadoria de Mitti Mendonça e tem como objetivo abordar a produção artística e a trajetória de Pelópidas Thebano, artista plástico porto-alegrense, homenageado do XIV Prêmio Açorianos de Artes Plásticas. A programação acontece de 03 de novembro até 20 de dezembro de 2021 pelo instagram.com/artesvisuaispoa.


 

SOBRE O ARTISTA

 

Pelópidas Thebano Ondemar Parente nasceu em Porto Alegre/RS, 23 de abril de 1934. É filho de Antônio Augusto Waldemar Parente e Ondina Silva Parente. Durante o período que estudou no Colégio Rosário, ganhou o primeiro lugar e um concurso de desenho e duas menções honrosas no concurso estadual patrocinado pela Liga de Defesa Nacional no período de 1946 a 1947. Fez carreira no serviço público estadual, onde atuou como desenhista técnico profissional. Entre as décadas de 1950 e 1970, foi figurinista de blocos de carnaval e, desde então, passou a ser reconhecido como artista plástico. Fez parte da equipe que concebeu as obras de arte em espaços públicos que compõem o Museu do Percurso no Negro. A primeira etapa do Museu, concluída no ano de 2011, foi realizada por diversas entidades, sob a coordenação gestora do Grupo de Trabalho Angola Janga. Nessa etapa o Museu fazia parte do Programa Monumenta, do Ministério da Cultura (MinC), executado com recursos da União, de estados e de municípios, com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e cooperação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e da UNESCO.

 

Em sua trajetória, Pelópidas Thebano conta com exposições na Câmera Municipal de Porto Alegre (2004), onde foi homenageado com o Prêmio Quilombo dos Palmares na Modalidade Atuação Artística e Cultural, Fórum Social Mundial (Porto Alegre, 2001 e 2002) Santander Cultural, Instituto de Arquitetos do Brasil - Departamento Rio Grande do Sul (IAB-RS) (2011), exposição coletiva Porto Negro Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo (2016), Memorial Carlos Alberto de Oliveira (2019) e Homenageano do XIV Prêmio Açorianos de Artes Plásticas Porto Alegre (2021).

Árvores sagradas atravessam os tempos, reunindo as energias das memórias imateriais para proteger sob suas copas pertences valiosos que se estendem pelas terras, fincando resistência a qualquer uma das intempéries, possibilitando que os obstáculos sejam enfrentados, com as sabedorias ancestrais que são repassadas de geração em geração. Em tempos controversos, a cura e a coragem solicitam mais de nós, e seguimos recuperando nosso fôlego para vislumbrar e construir futuros em solo-sul-brasileiro onde a presença negra não seja mais silenciada e onde o mito de uma cultura estritamente eurocentrada seja desmanchado.

 

A exposição "Raiz que se alastra" tem a honra de celebrar os mais de 87 anos de existência do artista plástico Pelópidas Thebano Ondemar Parente. Depois dos mais de 50 anos exercidos no serviço estadual como desenhista técnico, o artista dedicou-se à pintura, ganhando projeção e reconhecimento.

 

Com curadoria e pesquisa da artista Mitti Mendonça, a exposição foi pautada a partir das relações de memória, afeto e ancestralidade, contando com contribuições e depoimentos de colegas e familiares. Será possível acompanhar as fases de produção de Pelópidas Thebano, a partir dos anos 90 - casarios em nanquim, pinturas que abordam a diáspora africana, produções em arte abstrata, obras que compõem o Museu do Percurso do Negro, suas produções em arte digital e sua presença em publicações.

 

A mostra virtual visa apresentar a trajetória artística de Pelópidas Thebano, artista plástico porto-alegrense, homenageado do XIV Prêmio Açorianos de Artes Plásticas. 

 

Créditos: 

 

Foto 1: Paulo Corrêa 

Foto 2: Adriana Xaplin

No começo dos anos 2000, Pelópidas Thebano foi convidado pelo artista plástico Américo Souza para fazer parte de um grupo composto por atistas negros (Pedro Homero, Sílvia e Tânia), fato que marca na trajetória de Pelópidas Thebano a proximidade com reflexões sobre a história da África, identidade negra e a conscientização do valor e da riqueza cultural dos negros, contribuições que são perceptíveis em seus trabalhos em pintura.

O continente africano é tema recorrente em suas obras, o que revela a perpetuação da sua ligação com a ancestralidade, trazendo  para a atualidade e para as futuras gerações o contato com a cultura afro, suas riquezas e seus ensinamentos.

Além disso, é possível perceber que Pelópidas Thebano se vale de diferentes técnicas e materiais, como cola colorida, sobreposição de pinturas e hachuras.

 

Curadoria: Mitti Mendonça (@mao.negra)

Créditos das fotografias das obras:

 

Foto 1: Luan Vargas

Fotos 2 a 4: Arquivos da família

A curadora Mitti Mendonça usufruiu da escuta ativa para construir a linha da exposição RAIZ QUE SE ALASTRA. E, como ponto de partida, contou com o generoso depoimento de Regina Parente, filha de Pelópidas Thebano. 

 

Confira este trecho da entrevista, onde Regina comenta sobre o processo criativo do pai, Pelópidas Thebano, suas inspirações e referências para a construção de suas obras - viagem à Salvador, publicações e contato com a rede de artista do projeto do Museu do Percurso do Negro.

"A entrada de uma obra de arte nos acervos de museus é como se fosse um documento da trajetória e existência de um artista", diz Silvania Riboli, docente no Memorial Carlos Alberto de Oliveira (Carlão). Em 2019, ela foi curadora de uma exposição que colocou em diálogo obras de Pelópidas Thebano e Carlão, neste espaço localizado em Novo Hamburgo. É necessário levantar questionamentos e ações para que aconteça cada vez mais a entrada de obras de artistas negros e negras em acervos de museus e entidades culturais, proporcionalizando essas presenças nestes espaços, valorizando produções e poéticas destes artistas nos circuitos das artes visuais.

 

E uma das ações vinculadas a exposição Raiz que se alastra, a partir da homenagem ao artista Pelópidas Thebano, no XIV Prêmio Açorianos de Artes Plásticas, foi a impressão de 3 cópias de um de seus trabalhos (primeira foto acima) elaborados na técnica digital, no computador - estas estão ingressando nos acervos da Pinacoteca Aldo Locatelli, Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS) e Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS).

 

O trabalho evidencia a extrema habilidade do artista Pelópidas Thebano na composição de narrativas visuais. Ele mesclou não somente elementos abstratos com figurativos, em uma fusão de cores e sobreposições de linhas e formas, mas também carregou de sentidos, que nos fazem refletir sobre as heranças culturais da população negra em diáspora, trazendo como um dos pontos o violão, também instrumento que o artista Pelópidas Thebano tinha proximidade, sendo a música uma das vertentes das tecnologias ancestrais. E o artista Pelópidas Thebano também usufruiu da arte digital para planejar uma das obras que fazem parte do Museu do Percurso do Negro, Painel Afrobrasileiro, onde constam também figuras que marcam a presença negra em solo sul-brasileiro. Esta obra está localizada em frente ao Chalé da Praça XV, no centro de Porto Alegre-RS (veja na segunda foto).

 

Curadoria: Mitti Mendonça (@mao.negra)

 

Crédito foto 2: Vinícius Vieira

É possível abrir caminhos para a construção de uma educação antirracista, pelo viés  das obras e produções visuais de artistas racializados, pois também são pontes para a transformação de imaginários pré-estabelecidos. Com as Leis 10.639/03 e 11.645/08 foram estabelecidas as obrigatoriedades do ensino sobre História e Cultura Africana, Afro-Brasileira e Indígena, bem como de Educação das Relações Étnico Raciais. E, para isso ser implementado, é mais que necessário promover diálogos através de materiais didáticos que auxiliem educadores em salas de aula. 

 

No vídeo-áudio acima, você pode conferir o depoimento de Rita Camisolão sobre as contribuições de Pelópidas Thebano para impulsionamento desta pauta. Em 2016, obra de Thebano foi capa do livro Da África aos Indígenas no Brasil, abordando diversidade, educação e escola, a partir do acolhimento das diferenças, valorização de culturas e propostas de atividades pedagógicas. E, em 2019, o artista marca presença na publicação Arte Negra na Escola V.1, com aplicação em salas de aulas, ativando reflexões a partir das obras de três artistas negros: Leandro Machado, Carlos Alberto de Oliveira (Carlão) e Pelópidas Thebano. Ambas foram organizadas pelo Departamento de Educação e Desenvolvimento Social (DEDS/UFRGS) e distribuídas para escolas de ensino fundamental e médio da região de Porto Alegre-RS.

 

Rita Camisolão é Servidora técnico-administrativa em Educação no DEDS/UFRGS, Mestre em Educação (PPGEDu/UFRGS), integrante do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros, Indígenas e Africanos (NEAB/UFRGS)

 

Curadoria: Mitti Mendonça (@mao.negra)

Depoimento: Rita Camisolão (@ritacamisolao_)

O encontro entre a arte e tecnologia permitiu que novos formatos de criação, exposição e divulgação artísticas surgissem. O desenvolvimento tecnológico trouxe inúmeras possibilidades para o campo das artes, os computadores e a internet, sobretudo, contribuíram para a realização de criações que antes não eram possíveis.

 

Quando se utilizam ferramentas tecnológicas na arte, uma das portas que se abrem é a capacidade das obras de "saírem" das instituições. Os artistas podem expor suas criações em qualquer lugar, como espaço públicos, fachadas de edifícios, entre outros. As exposições também se materializam através das mídias digitais, podendo ocupar espaços nas telas dos celulares e computadores de diferentes públicos.

Pelópidas Thebano é um artista com uma longa trajetória. Trabalhou em diferentes espaços, experimentou diversas formas de expressão, e em sua mais recente fase de criação, demonstrou interesse pelo campo da arte e tecnologia, elaborando obras no formato digital, a partir de softwares de edição.

 

Nós do educativo gostaríamos de convidar vocês para também experimentarem uma edição artística e compartilharem conosco. Pode ser no seu computador ou celular, usando as próprias ferramentas de edição do aparelho, ou de algum aplicativo que você já usa. A intenção é escolher uma figura, uma foto, alguma imagem que você queira trabalhar em cima, manipulando as cores, adicionando textos, colando figurinhas. A criatividade é livre! Depois poste a sua obra para que os seus amigos possam ver e marcando nós também no @artesvisuaispoa aqui no Instagram.

 

Ações educativas: Valéria Zanivam Marafiga

"Ondemar Parente é um grande homem, o qual acolhe um fascinante e qualificado artista, Pelópidas Thebano. Com proposta estética negra de muita qualidade e com significados ancestrais e múltiplos sentidos afro-brasileiros em constante devir. Conheci o artista plástico no castelinho do Alto da Bronze em Porto Alegre, quando reuniam-se os artistas que seriam responsáveis por idealizarem os marcos escultóricos que vieram a compor o Museu de Percurso do Negro em Porto Alegre, sendo que Pelópidas Thebano foi decisivo e protagonista. No passado, seu pai o proibia de participar de festividades negras e focar nos estudos. Ganhou muitos lápis coloridos, com os quais descobriu a paixão pelas cores, a ponto de admirar o artista plástico espanhol Miró. Foi para Bahia e fez uma imersão em meio as gentes e as culturas negras baianas, juntando suas cores ao sentimento de pertencimento à cultura e artes negras. No Museu de Percurso do Negro foi responsável pelos notáveis desenhos que foram inscritos como forma narrativa da diáspora africana e presença afirmativa no mundo social do trabalho do africano e descendentes no Rio Grande do Sul e, mais fortemente em Porto Alegre, assim ressaltando a significativa participação na história negra da cidade com os seguintes agentes sociais: as negras quitandeiras; os negros capoeiristas; os carnavalescos; os carregadores e portuários; Zumbi dos Palmares e os Lanceiros Negros. Era não só reconhecido, mas admirado e respeitado pelos arquitetos gaúchos, inclusive pelo Instituto de Arquitetos do Brasil, seção RS. Com sua obra Painel Afro-Brasileiro demonstrou toda a exuberância da presença do negro por meio das artes e do trabalho no Brasil e em Porto Alegre, iluminada pelo sol da capital gaúcha. Um brilho solar que só atinge, também, os grandes artistas do nível de Pelópidas Thebano."

 

Carta-depoimento | Iosvaldyr Bittencourt, antropólogo, pesquisador e um dos coordenadores do livro sobre o Museu do Percurso do Negro.

 

Esta é a última postagem da exposição Raiz que se alastra. Sigamos evidenciando a trajetória de Pelópidas Thebano e de outros tantos artistas negros e negras.

capa PDF PELÓPIDAS THEBANO-01.jpg
Arte Negra na Escola__PDF_capa-01.jpg
da africa aos indigenas do brasil__PDF_capa-02.jpg
Áudio Rita
Regina Parente
Áudio Pedro Vargas
Áudio Leandro Machado

EDUCATIVO | EXPOSIÇÃO RAIZ QUE SE ALASTRA PELÓPIDAS THEBANO

 

 

Propostas por Valéria Marafiga | Pinacoteca Ruben Berta
Primeira Proposta : Mosaico

Descrição: Trazer conteúdo informativo a respeito da técnica e da obra Painel
Afrobrasileiro.
Atividade: Quebra-Cabeça online.

Disponível em: https://old.im-a-puzzle.com/#/play?&ref=user/painel_afrobrasileiro_pelopidas_thebano_27c9yz1f5&difficulty=3&mode=2

 

Uma das obras mais conhecidas de Pelópidas thebano é o Painel Afrobrasileiro, pertencente ao acervo do Museu de Percurso do Negro em Porto Alegre. O painel foi elaborado pelo artista através de desenhos e recursos gráficos em computador. A técnica aplicada no trabalho é o mosaico, uma arte milenar que consiste na colagem de pequenas peças de diferentes cores para formar uma grande figura, podendo ser utilizados diversos tipos de materiais, como vidro, porcelana, plástico, pedras, azulejos, entre outros. painel é um mosaico de 6m x 1m, No caso do Painel Afrobrasileiro, foram utilizados milhares de fragmentos cerâmicos nas cores verde, amarelo, vermelho, preto, cinza e laranja, que foram cortados e colados à mão, conforme a ilustração feita por Thebano.

Agora que você já conhece um pouco mais sobre essa obra do artista, que tal “montar” o seu próprio painel? Basta clicar no link:

https://old.im-a-puzzle.com/#/play?&ref=user/painel_afrobrasileiro_pelopidas_thebano_27c9yz1f5&difficulty=3&mode=2

OBS: E para quem quiser mais informações sobre o museu, inclusive sei que estavam previstas duas caminhadas pelo trajeto, em parceria com a UFRGS: http://museudepercursodonegroemportoalegre.blogspot.com/

Segunda Proposta : Trajetória

Descrição: Trabalhar pontos da trajetória do artista, associando informações com imagens.
Atividade: Quizz online.
Disponível em: https://wordwall.net/pt/resource/25720963/exposi%c3%a7%c3%a3o-raiz-que-se-alastra-pel%c3%b3pidas-thebano

Terceira Proposta : Arte tecnologia

Descrição: Trazer conteúdo informativo sobre arte e tecnologia relacionando com os últimos trabalhos feitos pelo artista.
Atividade: Proposta de edição de imagens e compartilhamento.

O encontro entre a arte e tecnologia permitiu que novos formatos de criação, exposição e divulgação artísticas surgissem. O desenvolvimento tecnológico trouxe inúmeras possibilidades para o campo das artes, os computadores e a internet, sobretudo, contribuíram para a realização de criações que antes não eram possíveis.
Quando se utilizam ferramentas tecnológicas na arte, uma das portas que se abrem é a capacidade das obras de "saírem" das instituições. Os artistas podem expor suas criações em qualquer lugar, como espaço públicos, fachadas de edifícios, entre outros. As exposições também se materializam através das mídias digitais,
podendo ocupar espaços nas telas dos celulares e computadores de diferentes públicos.
Pelópidas Thebano é um artista com uma longa trajetória. Trabalhou em diferentes espaços, experimentou diversas formas de expressão, e em sua mais recente fase de criação, demonstrou interesse pelo campo da arte e tecnologia, elaborando obras no formato digital, a partir de softwares de edição.

Nós do educativo gostaríamos de convidar vocês para também experimentarem uma edição artística e compartilharem conosco. Pode ser no seu computador ou celular, usando as próprias ferramentas de edição do aparelho, ou de algum aplicativo que você já usa. A intenção é escolher uma figura, uma foto, alguma imagem que você queira trabalhar em cima, manipulando as cores, adicionando textos, colando figurinhas. A criatividade é livre!
Depois poste a sua obra para que os seus amigos possam ver e nós também no @artesvisuaispoa no Instagram.

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EXISTÊNCIAS OCULTAS Card único
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VISITAÇÃO / CONTATO

Pinacoteca Ruben Berta

Rua Duque de Caxias 973

Centro Histórico - Porto Alegre 
fone: [55] 
(51) 3289-8292

Segunda à sexta-feira

das 10h às 12h

e 13h às 18h

(último acesso às 17h30)

Obrigado! Mensagem enviada.

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AÇÕES EDUCATIVAS

A VENTURA DO MODERNO

Visitas guiadas à exposição em cartaz na Pinacoteca podem ser agendadas.

CONTATO:
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[55] (51) 3289-8291

 

COLEÇÃO

A Pinacoteca Ruben Berta guarda, conserva, restaura, divulga e promove o acervo doado em 1971 pelos Diários Associados ao Município de Porto Alegre, desenvolvendo também atividades de fomento à produção artística local, à pesquisa, ao ensino e à formação de público em artes visuais.

 
 

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PUBLICAÇÕES

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A Associação das Pinacotecas de Porto Alegre – AAPIPA-  foi fundada em 2016 por um pequeno número de cidadãos  dispostos a uma tomada de ação efetiva em prol do desenvolvimento e difusão do circuito das artes na cidade de Porto Alegre. Seu engajamento se materializa no apoio as ações  e projetos das Pinacotecas Ruben Berta e Aldo Locatelli da Secretaria da Cultura da capital gaúcha e da Pinacoteca Fundacred em vias de passar á administração municipal por comodato. A AAPIPA estimula por meio do trabalho de seus associados o exercício do voluntariado, e na medida que propõe e co-executa projetos e eventos de interesse das pinacotecas e da população cultiva o desenvolvimento do empreendedorismo cultural.

 

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